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Assistimos Han Solo: Uma história Star Wars (SEM SPOILERS!)

O novo spin-off da franquia Star Wars — segundo desde a aquisição do grupo Disney — chegou aos cinemas nesta Quinta-feira (24/05) e traz, mais uma vez o passado da história que todos nós conhecemos. Acompanhamos Han Solo em sua juventude, o início da trajetória do contrabandista mais enrolado e bonzinho que você respeita.

Han Solo: Uma história Star Wars

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O diretor Ron Howard, conhecido pelos aclamados “Uma mente Brilhante” e “O Código da Vinci”, teve a difícil missão de apresentar uma história que funcione de forma independente e ainda assim agrade os calorosos fãs da saga. Missão fácil neh? Podiam ter chamado o Tom Cruise.

O elenco da produção é um dos pontos fortes do filme. O ator Alden Ehrenreich, que interpreta o protagonista eternizado por Harrison Ford, traz um Han “inocente” e impulsivo sem perder o charme eterno do anti-herói. Até o timbre da voz do ator lembra o timbre de Harrison F. Ou seja, escolha acertada! Donald Glover e Emilia Clarke são outros nomes de peso do filme, que aumentam a responsabilidade do longa.

HAN SOLO: Uma história Star Wars foge do estereótipo das outras produções da saga, dando um tempo nas Guerras Espaciais e conspirações JEDI e nos apresentando um Filme de Assalto. Tal escolha foi no mínimo corajosa, na tentativa de inovar o gênero, que após anos e anos fica impossível não se desgastar. Porém, sua execução deixa a desejar, os planos e operações do grupo de contrabandistas são sem profundidade, e sem a carga de emoção necessária para gerar tensão.

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O envolvimento amoroso da trama também não atende as expectativas. Não pela atuação de Emilia Clarke, que como sempre, é carismática, intensa e entrega um bom personagem. Mas sim pelo tempo de tela destinado ao envolvimento dos dois. Fica muito difícil criar um laço e torcer pelos pombinhos. Ainda mais sabendo que uma tal princesa aparecerá numa galáxia muito distante.

“É a nave que fez o Percurso de Kessel em menos de doze parsecs.”

O ponto acertado da trama está nos services para os fãs! Quem nunca ouviu a célebre frase “É a nave que fez o Percurso de Kessel em menos de doze parsecs”? Pois é, o filme conta a origem da lenda mencionada em Star Wars: Episódio IV e depois repetida em Star Wars: O despertar da Força. A frase dita por Harrison Ford em 1977, iria se transformar em filme em 2018. Parece bobo, mas trazer uma lenda existente dentro do arco do herói e a transformar em um filme independente é tudo que um nerd espera do estúdio. Existem outros momentos de “service” do filme interessantes, como o início da amizade entre Han e Chewbacca. E outros desnecessários, porém cômicos como: – I hate you/ – I know.

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Outro personagem que merece destaque, um parágrafo inteiro só pra ela, é a Androide L3-37, que é copiloto de Lando no filme. O robô possui uma espécie de conscientização humanitária sobre as outras formas de I.A. (inteligência artificial) — se é que isso existe. Luta pelos direitos dos robôs e tenta alertar os mesmos sobre a exploração humana de suas atividades. L3-37 chega a causar uma rebelião de androides! Mas calma! Nada de “O Exterminador do Futuro”! A personagem é apenas alivio cômico e também uma metáfora as formas de vida subjugadas da galáxia ( Ou do planeta Terra?).

De qualquer forma, entre acertos e erros, Han Solo é um filme OK. Inova em seu estilo e apresentação. Porém peca na execução. Se tornando um filme normal. Facilmente esquecível para o pública geral. Mas imprescindível para os fãs da saga devido ao tamanho da importância do contrabandista de coração bom.

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