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Assistimos “Capitã Marvel” (SEM SPOILERS!)

Já era hora da casa das ideias lançar o primeiro filme solo de uma heroína. Tudo bem que 2018 tivemos Homem-Formiga e Vespa, mas ainda assim não tínhamos visto produção estrelada por uma mulher única e exclusivamente. Assim como Mulher Maravilha, Capitã Marvel está sendo sucesso de bilheteria em todo o mundo e agora, de uma vez por todas, o temor envolvendo produções protagonizadas por mulheres, deve ter ficado para trás, ainda que doa escrever isso em pleno século 21.

O filme dá um salto (para trás) na linha temporal da Marvel, se passando nos anos 90. Na história, somos apresentados a personagem de Carol Danvers/ Capitã Marvel (Brie Larson), sua história de origem e personagens que permeiam o mundo da heroína. O filme, não deixa de estar inserido na clássica fórmula mágica já conhecida pelos fãs, onde momentos de tensão são seguidos por diálogos descontraídos e despretensiosos. Convenhamos, a Marvel se tornou perita em não se levar tão a sério e talvez essa seja uma das suas grandes virtudes.

Os executivos da Marvel ousaram na escolha dos diretores, que tem Anna Boden (Direção) e Ryan Fleck (co-direção) na linha de frente. A dupla nunca havia dirigido um longa de ação, apesar de atuarem a bastante tempo juntos, apenas assinaram séries, comédias e filmes românticos. Apesar de estar inserido dentro da estrutura clássica dos filmes anteriores, a história de Carol Danvers é contada de forma alternativa. No filme a própria personagem desconhece sua origem, buscando, ao longo da jornada, encontrar respostas. O espectador embarca nessa aventura, que ao final culmina no nascer da Capitã Marvel.

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O filme começa com a personagem já possuindo seus poderes, porém ainda não detentora do manto da heroína que mais tarde viríamos a conhecer, o que na opinião desse, foi escolha acertada do roteiro. Dessa forma, os poderes se tornam elemento acessório da personagem que redescobre suas motivações, relações e princípios junto com o público.

Capitã Marvel também se destaca por fugir dos elementos clichês, dos quais estamos acostumados. Temos uma heroína sem um par romântico! Seria isso possível? O filme traz consigo uma mensagem, que não deveria necessitar de ser dita, sobre o universo feminino, sobre questões envolvendo independência, valorização e empoderamento. Tiro certeiro da Marvel.

A crítica nesse ponto se da pela falta de aprofundamento dos personagens, porém estamos diante de um blockbuster da Marvel, não sendo possível esperar diálogos profundos e retratações densas que nos transportam para o universo da mente dos protagonistas.

A falta de tempo de tela para adentrarmos no universo dos personagens é, de certa forma, minimizado pela atuação dos atores, outro ponto positivo do filme, com destaque para Samuel L. Jackson, Lashana Lynch e Brie Larson.

Outro destaque do filme vai para o novo (antigo) Nick Fury que somos apresentados. Como o filme se passo nos anos 90, o personagem não possui toda a carga de tensão que estamos acostumados. Como se o destino do mundo dependesse das suas estratégias (o que não deixa de ser verdade). O tenso e sério diretor da SHIELD dá lugar a um carismático, sarcástico e perspicaz agente Fury, que acaba se tornado sidekick da Capitã.

Por sua vez, Brie Larson entrega também muito bem o papel, o carisma da atriz abraça a personagem, assim como sua atuação dá à carga emotiva necessária para as cenas mais densas, ainda que o filme não seja dramático. Carol Danvers possivelmente assumirá a liderança que hoje é exercida pelo Capitão América, uma vez que o personagem deixará o MCU.

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Entre os pontos negativos do filme, o destaque vai para as cenas de ação. Muito se falou nos treinamentos físicos da atriz principal para o filme, assim como sua entrega ao papel, entretanto as cenas de combate possuem coreografias fracas e previsíveis. Possível erro da direção e equipe de coreografia, mais do que da própria atriz.

Outra questão, que deixou a desejar, foi que Capitã Marvel não inaugura a fase 4 da Marvel, porém abre ou deveria abrir espaço, para as novas ameaças que os Vingadores irão enfrentar após Vingadores: Ultimato. Todavia, o longa foca na heroína e deixa as questões espaciais como a guerra Kree – Skrull um pouco de lado, ainda que esse seja o plano de fundo da história. Certamente, opção da direção, porém o arco dos Vingadores, assim como o universo, merece de forma igual, atenção.

Dessa maneira, temos em Capitã Marvel um filme divertido, animado e fantasioso, que inicia, de certa forma, um novo momento na Casa das Ideias. Kevin Feige presidente da Marvel Studios já havia declarado que a personagem seria a mais forte dos Vingadores, e o filme não deixa nenhuma dúvida sobre isso. Assim, a vontade ao sair do cinema é voltar à época do colegial e cantar “Oh Thanos pode esperar, a sua hora vai chegar”.

Ah! O filme possui duas cenas pós crédito, e como a crítica não pode dar spoilers, aconselhamos apenas segurar as lágrimas porque Abril é logo ali. 

CURIOSIDADES SOBRE O FILME CAPITÃ MARVEL:

  • Anna Boden, que dirige “Capitã Marvel” e seu parceiro de longa data, Ryan Fleck, é a primeira diretora feminina do Universo Cinematográfico Marvel.
  • “Capitã Marvel” é o primeiro filme do Universo Cinematográfico Marvel ambientado nos anos 90 e antecede todos os outros filmes da Marvel Studios, exceto o primeiro “Capitão América”.
  • “Capitã Marvel” é baseado na série de histórias em quadrinhos da Marvel de mesmo nome, publicada pela primeira vez em 1967. Os cineastas foram atraídos por uma série de histórias em quadrinhos criadas por Kelly Sue DeConnick, cuja interpretação sobre o personagem seria a inspiração geral para o filme.
  • Para a produção de “Capitã Marvel” em Los Angeles, vários locais foram utilizados, como a Eastwood Power Station e Shaver Lake em Fresno, bem como os desertos no Vale de Lucerna e Edwards Air Force Base.
  • O mundo que o designer de produção Andy Nicholson trouxe à vida nos arredores de Los Angeles foi “Torfa”. Nicholson e sua equipe foram a mina e pedreira de areia existente em Simi Valley e, com a ajuda de milhares de quilos de areia, transformaram-na em um cenário visualmente dinâmico.
  • Para uma das cenas de Los Angeles, os cineastas pegaram um antigo espaço comercial em North Hollywood e construíram uma nova fachada, incluindo um Radio Shack, uma Blockbuster e uma lavanderia a seco. A localização parecia tão autêntica que as pessoas realmente queriam entrar no local, sem perceber que era realmente um set de filmagem!
  • Brie Larson, que interpreta Carol Danvers/Capitã Marvel e Lashana Lynch, que interpreta a colega piloto de testes Maria Rambeau, visitaram a Base Aérea de Nellis em Las Vegas para um treinamento e experiências únicas em um jato de combate F-16.
  • Brie Larson também conseguiu reunir-se e passar um tempo com a brigadeiro-general Jeannie Marie Leavitt, que se tornou a primeira piloto de caça feminina da Força Aérea dos Estados Unidos em 1993 e foi a primeira mulher a comandar uma ala de combate de combate da USAF.
  • A equipe do figurinista Sanja Hays fez oito uniformes de Capitã Marvel para Brie Larson. Para os trajes de super-heroína, o tecido principal é couro com um acabamento azul perolado especial que tem um brilho quando a luz o atinge.
  • Os cineastas fizeram testes com vários gatos diferentes para fazer o papel de um personagem felino chamado Goose e acabaram com um gato chamado Reggie. Reggie veio com uma equipe de três outros gatos – Archie, Gonzo e Rizzo – que se especializaram em diferentes truques.
  • Para a surpresa de todos, Samuel L. Jackson foi ótimo com os gatos. Ninguém sabia que ele era um amante de gatos!
  • Brie Larson levou muito a sério o treinamento para o papel de Capitã Marvel. Durante cinco dias por semana, ela fez de duas a quatro horas de treinamento, combinando boxe, kick-boxing, judô, luta livre e Jiu-Jitsu. A atriz também trabalhou para levantar mais de 100 quilos em halteres, 200 quilos em barras de pesos e até mesmo puxando um jipe ​​na estrada – uma tremenda conquista para uma atriz que nunca tinha feito muito treinos de força!
  • Para criar o jovem Nick Fury e o agente Coulson, os cineastas convidaram o supervisor de efeitos visuais Chris Townsend e os artistas do estúdio Lola para transformar os atores de volta às versões dos anos 90 de seus personagens. Foi providencial que tanto Samuel L. Jackson quanto Clark Gregg estejam ótimos para suas respectivas idades reais!
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